
O que faz um filme ser clássico? Não deve ser a falta de cores. Muito menos o estilo. Mas me pergunto, a cada sessão de cinema... Quando assistiremos ao próximo clássico do cinema?
Aceito qualquer gênero. Com qualquer ator ou atriz. Procuro um filme que marcará a geração atual. Um filme que nossos filhos imaginarão que seus pais tiveram a oportunidade de ver no cinema.
O que faz um clássico? Será a grandiosidade de uma produção como "Titanic"? Bilheterias arrebatadoras como "Homem-Aranha"? Adaptações de clássicos literários como "O Senhor dos Anéis? Talvez seja a mudança de ritmo... Afinal de contas, Jason Bourne jamais seria Jason Bourne como o conhecemos, se suas aventuras fossem rodadas nos anos 50. O novo James Bond está aí para comprovar as mudanças radicais no personagem em 40 anos de série. Basta aproveitar a tecnologia dos DVDs e assistir em sequência "O Satânico Dr. No" e "Cassino Royale". Ou porque "Wall-e", um filme que tentou com todas as forças recriar a atmosfera clássica do cinemão hollywoodiano, causou tantos bocejos no público geral?
Sim. Talvez a resposta seja de fato a mudança de ritmo. A velocidade da cultura ao redor da sala de exibição... Talvez seja esta a explicação dos retornos dos personagens clássicos como Indiana Jones parecerem tão fora de tom. Talvez por isso, o Coringa lunático e medonho de Heath Ledger seja a nova definição de "vilão". E talvez por isso, Forrest Gump - o último personagem clássico - tenha perdido tanto espaço em meio aos tiroteios, perseguições de carros e lutas coreografadas. Não que eu vire a cara (pelo contrário), mas de vez em quando, é sempre bom, alcançar a prateleira no alto e rever a ingenuidade do maior papel de Tom Hanks mudar a cara da história americana.

Portanto digo: Procura-se desesperadamente um Forrest Gump. Um personagem que em meio a tanta barulheira consiga desmantelar (por acidente e insônia) um esquema de corrupção do governo, que possa ensinar ícones da música a rebolarem e que tenham um amor sincero, perdido pela explosão de uma geração. Encontrem este personagem. E ele já estará inserido em uma história arrebatadora. E provavelmente, se a cultura ao redor da sala de exibição permitir, encontraremos o próximo clássico.
E para você, estimado leitor: O que faz um filme ser clássico?