Dolby Presents: Silent, a Short Film from Dolby Laboratories on Vimeo.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Silent: A Short Film
Belo curta, da Dolby, sobre a capacidade de criarmos histórias e nos aventurarmos numa sala de cinema.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Logorama
(Logorama; FRA/EUA, 2009)
Dir.: François Alaux, Hervé de Crécy, Ludovic Houplain
16min - Animação/Ação/Aventura

Atrasado, eu sei.
Mas só fui assitir à beleza, que é, Logorama, ontem a noite.
O mesmo Logorama, que ganhou o Oscar de melhor curta de animação no ano passado.
Que recria um mundo corporativo, onde tudo - e tudo mesmo - é feito com logos de empresas reais
Que, dependendo do momento do filme, aparecem propositalmente.
Ou sempre propositalmente?
Não posso dizer com clareza, mas uma gigantesca salva de palmas aos profissionais envolvidos nesta empolgante produção
Que faz de um vilão, um ícone do fast-food.
Dos mocinhos, marcas de pneus.
Das perseguições vertiginosas de carros, trocas de tiros emocionantes em meio ao caos da poluição visual.
Poluição que já vivemos. Em um mundo... Dominados por cores comerciais e logomarcas.
Terei eu, sucumbido...
À resolução do filme, perfeita?
Ao argumento excelente?
E à vontade de assistir novamente, esta noite...
(Nota 10,0)
Abertura do filme:
Dir.: François Alaux, Hervé de Crécy, Ludovic Houplain
16min - Animação/Ação/Aventura

Atrasado, eu sei.
Mas só fui assitir à beleza, que é, Logorama, ontem a noite.
O mesmo Logorama, que ganhou o Oscar de melhor curta de animação no ano passado.
Que recria um mundo corporativo, onde tudo - e tudo mesmo - é feito com logos de empresas reais
Que, dependendo do momento do filme, aparecem propositalmente.
Ou sempre propositalmente?
Não posso dizer com clareza, mas uma gigantesca salva de palmas aos profissionais envolvidos nesta empolgante produção
Que faz de um vilão, um ícone do fast-food.
Dos mocinhos, marcas de pneus.
Das perseguições vertiginosas de carros, trocas de tiros emocionantes em meio ao caos da poluição visual.
Poluição que já vivemos. Em um mundo... Dominados por cores comerciais e logomarcas.
Terei eu, sucumbido...
À resolução do filme, perfeita?
Ao argumento excelente?
E à vontade de assistir novamente, esta noite...
(Nota 10,0)
Abertura do filme:
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Mary & Max, Uma Amizade Diferente
(Mary and Max; Australia, 2010)
Dir.: Adam Elliot
Com as Vozes de Toni Collette, Phillip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries
1h38min - Animação/Drama

Dir.: Adam Elliot
Com as Vozes de Toni Collette, Phillip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries
1h38min - Animação/Drama

Tire as crianças da sala.
Separe uma caixa de lenços.
Sente para assistir uma animação.
Poderia ser um Disney/Pixar, com maravilhosos recursos gráficos, cores mirabolantes e beleza visual. Mas não é.
É quase um cru. Poucos tons, quando não, preto e branco.
É a história de uma amizade improvável. E me recuso a dizer que utiliza-se de clichês (mesmo podendo encontrar alguns), pois aqui falamos de um filme inspirado em uma história real, a qual adoraria conhecer assim que possível.
Essencial para quem gosta de cinema, de um bom filme, ou para quem deseja simpesmente se entreter em uma tarde chuvosa conta a história da garotinha Mary, que em meio aos seus poucos anos e cheia de curiosidades de um mundo que ainda mal conhece, se corresponde com um estranho, encontrado aleatoriamente em uma lista telefônica - Max, um quase senhor Nova-Iorquino, que sofre de Sindrome de Asperger.
A escolha do diretor por um visual caricato do mundo (como se visto por personagens que veem o mundo de forma imperfeita) hora no p&b de um senhor sem grandes aspirações, hora no semi-colorido - e que está prestes a ganhar novas cores - de uma menina curiosa, é a grande sacada desta animação stop-motion (personagens feitos com "massinha").
E é claro, creio que é irrevlevante dizer que conseguir exprimir atuação de bonecos de massinha, é algo assustador (no bom sentido).
Emocionante, sincero e muito bem feito. Já em vídeo. Vale a pena disputar as pouca cópias que existem.
O meu 2011 cinematográfico, começou em grande estilo.
Mesmo com um filme lançado aqui em 2010.
(Nota 10)
Separe uma caixa de lenços.
Sente para assistir uma animação.
Poderia ser um Disney/Pixar, com maravilhosos recursos gráficos, cores mirabolantes e beleza visual. Mas não é.
É quase um cru. Poucos tons, quando não, preto e branco.
É a história de uma amizade improvável. E me recuso a dizer que utiliza-se de clichês (mesmo podendo encontrar alguns), pois aqui falamos de um filme inspirado em uma história real, a qual adoraria conhecer assim que possível.
Essencial para quem gosta de cinema, de um bom filme, ou para quem deseja simpesmente se entreter em uma tarde chuvosa conta a história da garotinha Mary, que em meio aos seus poucos anos e cheia de curiosidades de um mundo que ainda mal conhece, se corresponde com um estranho, encontrado aleatoriamente em uma lista telefônica - Max, um quase senhor Nova-Iorquino, que sofre de Sindrome de Asperger.
A escolha do diretor por um visual caricato do mundo (como se visto por personagens que veem o mundo de forma imperfeita) hora no p&b de um senhor sem grandes aspirações, hora no semi-colorido - e que está prestes a ganhar novas cores - de uma menina curiosa, é a grande sacada desta animação stop-motion (personagens feitos com "massinha").
E é claro, creio que é irrevlevante dizer que conseguir exprimir atuação de bonecos de massinha, é algo assustador (no bom sentido).
Emocionante, sincero e muito bem feito. Já em vídeo. Vale a pena disputar as pouca cópias que existem.
O meu 2011 cinematográfico, começou em grande estilo.
Mesmo com um filme lançado aqui em 2010.
(Nota 10)
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Bom filme ruim: Daylight
(EUA, 1996)
Dir.: Rob Cohen
Com Sylvester Stallone, Amy Brenneman, Jay O. Sanders, Viggo Mortensen
1h55 min - Ação

Caminhão de produtos químicos sofre acidente dentro do Túnel do Rio Hudson, em Nova York.
Este desabava, lacrando as duas saídas e prendendo os sobreviventes em meio ao fogo que consumiu boa parte dos veículos e a iminente inundação da água ao redor.
Lá dentro, os clichês: A Mocinha, Guarda de trânsito, com uma amada do lado de fora, a família que precisa ser reunida, os idosos, o besta metido a herói, o bandido, o cachorro.
Chama-se uma equipe qualificada de resgate?
Não.
O herói do dia é Sylvester Stallone.
Um ex-bombeiro que hoje trabalha como motorista particular. Que se afastou do serviço original por conta de uma experiência traumática e suas consequentes polêmicas.
Ele entra (sozinho) pelo complexo e perigoso sistema de ventilação, numa sequencia toscamente bem-feita, supera os próprios medos e enfrenta a desconfiança dos sobreviventes, que como manda a cartilha vai morrendo um a um, conforme o sacrifício e o roteiro pedem.
Aquelas mortes contadas. Quando acontece o problema, você sabe o que vai acontecer e quem vai pra "cucuia".
Mas o que faz de Daylight, um bom filme ruim? O filme tenta se levar a sério (mesmo), mas sabe que no fundo, jamais passará de ser aquela diversão despretensiosa com atos heróicos, frases batidas e doses moderadas de sofrimento raso. Ou seja...
Um filme-catástrofe, até o último centrímetro de celulóide. Com orgulho.
O tosco-feliz. Sem medo de dar vexame e que ri dos próprios defeitos. E você, espectador, ri dos defeitos deles.
E além da última frase, cafona em cada serifa de letra no roteiro, no fim das contas, você deu umas risadas de situações ridículas, continuará achando o Stallone um ator de filmes forçados e de roteiros toscos e se comprar a ideia do filme irá jurar jamais pegar um túnel novamente ou rever Daylight.
Mesmo sabendo que as duas afirmações são completamente mentirosas.
Dir.: Rob Cohen
Com Sylvester Stallone, Amy Brenneman, Jay O. Sanders, Viggo Mortensen
1h55 min - Ação

Caminhão de produtos químicos sofre acidente dentro do Túnel do Rio Hudson, em Nova York.
Este desabava, lacrando as duas saídas e prendendo os sobreviventes em meio ao fogo que consumiu boa parte dos veículos e a iminente inundação da água ao redor.
Lá dentro, os clichês: A Mocinha, Guarda de trânsito, com uma amada do lado de fora, a família que precisa ser reunida, os idosos, o besta metido a herói, o bandido, o cachorro.
Chama-se uma equipe qualificada de resgate?
Não.
O herói do dia é Sylvester Stallone.
Um ex-bombeiro que hoje trabalha como motorista particular. Que se afastou do serviço original por conta de uma experiência traumática e suas consequentes polêmicas.
Ele entra (sozinho) pelo complexo e perigoso sistema de ventilação, numa sequencia toscamente bem-feita, supera os próprios medos e enfrenta a desconfiança dos sobreviventes, que como manda a cartilha vai morrendo um a um, conforme o sacrifício e o roteiro pedem.
Aquelas mortes contadas. Quando acontece o problema, você sabe o que vai acontecer e quem vai pra "cucuia".
Mas o que faz de Daylight, um bom filme ruim? O filme tenta se levar a sério (mesmo), mas sabe que no fundo, jamais passará de ser aquela diversão despretensiosa com atos heróicos, frases batidas e doses moderadas de sofrimento raso. Ou seja...
Um filme-catástrofe, até o último centrímetro de celulóide. Com orgulho.
O tosco-feliz. Sem medo de dar vexame e que ri dos próprios defeitos. E você, espectador, ri dos defeitos deles.
E além da última frase, cafona em cada serifa de letra no roteiro, no fim das contas, você deu umas risadas de situações ridículas, continuará achando o Stallone um ator de filmes forçados e de roteiros toscos e se comprar a ideia do filme irá jurar jamais pegar um túnel novamente ou rever Daylight.
Mesmo sabendo que as duas afirmações são completamente mentirosas.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Grindhouse

É mesmo um absurdo.
Quase um escândalo entre distribuidores e exibidores nacionais.
Mas eis que enfim, a segunda parte da "saga" Grindhouse será lançada no Brasil.
Explica-se: Lá de volta para a temporada 2008 do verão americano, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez decidiram por fazer uma "homenagem" aos filmes B. Produções toscas com orçamento limitadíssimo.
No inicio, fizeram uma sessão dupla. Começava Planeta Terror (com direito a trailers falsos), e depois dos créditos, mais dois trailers falsos e o filme do Tarantino, totalizando 3 horas e meia de sessão. O lançamento em DVD foi separado, porque as pessoas desavisadas deixavam o cinema sem conferir o segundo filme.
Os brasileiros jamais tiveram essa oportunidade.
A primeira parte foi lançada aqui nos cinemas em outubro daquele ano. "Planeta Terror" foi espetacular, nojento e hilário. Valeu cada centavo da experiência, pela falta de preocupação em fazer um filme sério e pela tosquice assumida de história, personagens, diálogos e conteúdo.
A segunda parte, o sexto filme de Quentin Tarantino (produzido e lançado originalmente nos EUA bem antes de Bastardos Inglórios), havia sido prometido para Março de 2009.
E eis que aqui estamos... E nada ainda.
Para quem já viu o filme, sabe que é Quentin Tarantino em grande forma, abusando dos diálogos e cenas pitorescas/engraçadas (o que inclui um chocante acidente de carro, narrado da perspectiva de cada integrante dos veículos envolvidos).
"A Prova de Morte" conta a história de um dublê, que utiliza de seu carro para dar carona e assassinar mulheres. A vantagem é que independentemente da gravidade do acidente, quem está na direção, não morre. Kurt Russel no melhor papel de sua carreira (ao menos o mais engraçado) e a melhor perseguição de carros (o que envolve uma mulher amarrada no capô de um deles) que eu vi num filme
Deixo para falar mais sobre a história quando ele for lançado. Por hora, deixo os trailers.
Mas que são dois filmes preciosíssimos, não tenha dúvida.
Quase um escândalo entre distribuidores e exibidores nacionais.
Mas eis que enfim, a segunda parte da "saga" Grindhouse será lançada no Brasil.
Explica-se: Lá de volta para a temporada 2008 do verão americano, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez decidiram por fazer uma "homenagem" aos filmes B. Produções toscas com orçamento limitadíssimo.
No inicio, fizeram uma sessão dupla. Começava Planeta Terror (com direito a trailers falsos), e depois dos créditos, mais dois trailers falsos e o filme do Tarantino, totalizando 3 horas e meia de sessão. O lançamento em DVD foi separado, porque as pessoas desavisadas deixavam o cinema sem conferir o segundo filme.
Os brasileiros jamais tiveram essa oportunidade.
A primeira parte foi lançada aqui nos cinemas em outubro daquele ano. "Planeta Terror" foi espetacular, nojento e hilário. Valeu cada centavo da experiência, pela falta de preocupação em fazer um filme sério e pela tosquice assumida de história, personagens, diálogos e conteúdo.
A segunda parte, o sexto filme de Quentin Tarantino (produzido e lançado originalmente nos EUA bem antes de Bastardos Inglórios), havia sido prometido para Março de 2009.
E eis que aqui estamos... E nada ainda.
Para quem já viu o filme, sabe que é Quentin Tarantino em grande forma, abusando dos diálogos e cenas pitorescas/engraçadas (o que inclui um chocante acidente de carro, narrado da perspectiva de cada integrante dos veículos envolvidos).
"A Prova de Morte" conta a história de um dublê, que utiliza de seu carro para dar carona e assassinar mulheres. A vantagem é que independentemente da gravidade do acidente, quem está na direção, não morre. Kurt Russel no melhor papel de sua carreira (ao menos o mais engraçado) e a melhor perseguição de carros (o que envolve uma mulher amarrada no capô de um deles) que eu vi num filme
Deixo para falar mais sobre a história quando ele for lançado. Por hora, deixo os trailers.
Mas que são dois filmes preciosíssimos, não tenha dúvida.
Planeta Terror (sem legendas)
A Prova de Morte
Grindhouse
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Zumbia
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Família Soprano

Há alguns meses atrás, terminei de assistir em DVD a série "Família Soprano", produção do canal americano HBO (uma ótima referência para quem procura produções de qualidade). Demorei para concluir este post. Não sabia como abordar um seriado que por seis meses, me cativou. Sempre gostei muito de histórias sobre mafiosos, gângsters e pessoas que tem trabalhos arriscados com negociações truculentas.
Sempre exibida após o "horário nobre", devido à violência, diálogos pesados e conteúdo (bem) adulto. E com tudo isso, suas seis (premiadíssimas) temporadas levaram seu principal personagem, Tony Soprano à galeria das referências cinematográficas e seu intérprete, James Gandolfini, ao status de astro. Seus espectadores eram extremamente fiéis ao desenrolar da história. A crítica era unânime.
Comecei a assistir. Fã da trilogia do "Poderoso Chefão", sabia que era preciso me atentar a nomes, lugares, referências. Não se dorme durante um episódio. Não se atende a um telefone, sem pausar. Era difícil ter fome ou vontade de ir ao banheiro. Eram 50 minutos em frente a televisão em que o mundo lá fora parecia parar.
A série, que tem inúmeras histórias paralelas, foca no dia-a-dia do cabeça da família: Tony Soprano é um homem truculento, rude, violento e acima de tudo, temeroso. Seus ataques de pânico o leva logo no início da primeira temporada a se consultar com uma psiquiatra. As brilhantes sessões com a Dra. Jennifer Melfi apresenta ao público que por trás daquela fachada de homem mau, há uma pessoa com problemas familiares (que se desenvolvem cada vez mais a fundo com o passar das temporadas) e traumatizada pela infância em cenários violentos, além da dominante mãe, que se arrasta seriado a dentro. Mas a grande sacada de todo o seriado é a aplicação de metáforas inteligentes, seja por sinais, seja por diálogos ou por meio dos sonhos e sensações que iluminam o espectador sem precisar dizer muito.
E se dentro de casa, são diversos problemas, o que dizer de sua "outra" família? Sua convivência em meio a rios de dinheiro, gastos exorbitantes com negócios obscuros, jogatinas e mulheres, não só lhe trarão problemas conjugais, como problemas de relacionamento com seus subordinados e civis que se envolvem com a máfia de Nova Jersey. Além disso, a máfia de Nova York se intromete cada vez mais, na disputa pelo poder regional. Tudo em nome do dinheiro e com base nos pactos de paz. E escondido das investigações que o FBI exerce sobre todo o cenário
Coleções de explícitas referências que vão desde os clássicos de Copolla a Gladiador. Cada personagem sabia o poder de fogo que tem dentro da família, conheciam os limites a serem respeitados e a consequencias de ser desobediente e irresponsável. Ações cometidas em um episódio ecoam por toda a saga. Diálogos que podem parecer fúteis se tornarão imprescindíveis para esclarecer as coisas futuramente. E não posso deixar de citar a guinada que as duas últimas temporadas trazem aos fãs. Novos e decisivos personagens entram em cena para trazer atos que influenciarão até, literalmente, a última cena.
E falando na enigmática última cena (que soube dividir opiniões): Por meio de uma crescente pressão que trava o espectador o forçando a revê-la muitas e muitas vezes, acaba por definir com perfeição, o que é "Família Soprano". Não vou contar absolutamente nada, porque acho que ela é uma das razões pelas quais vale o seu tempo em 84 episódios em seis temporadas. Mas adianto que ela é impactante, soberbamente dirigida, polêmica e inesquecível.
Família Soprano é facilmente um dos melhores seriados que foi disponibilizado em DVD. Fica a recomendação para os pacientes, para os fãs de seriados e para quem, acima de tudo, gosta de histórias complexas, inteligentes e de qualidade.
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sábado, 21 de março de 2009
Remakes

Nada contra. Uma vez disseram que tudo na vida é cíclico. Tudo. E essa frase me atazanou por um tempo. Seria o cinema, também, cíclico?
Sim. É cíclico. Mas no cinema, não chamamos de ciclo, chamamos de remakes.
E quando falamos a palavra "remakes", dividimos em três categorias: As homenagens (onde a idéia inicial é trazer toda o conceito do filme original para os dias de hoje), as releituras (pensando numa nova "roupagem" para o filme, emprestando apenas a temática para injetar novas caras e tal..) e as refilmagens americanas, que após se renderem por um filme estrangeiro (para eles) resolvem fazer a versão vermelha azul e branca do original. Nada contra.
Sinceramente? Não gosto de nenhuma das idéias. Geralmente rendem filmes aquém do esperado com atuações presas dos personagens principais. Pensando alto: Um ator faz uma performance memorável. Décadas depois, o remake. O ator que interpretará a nova versão deste personagem, com certeza assiste o material original. E por toda a filmagem, ele terá esta interpretação na cabeça, além é claro, da pressão de fãs do original, as cabeças que jamais admitirão que a performance original será melhorada...
Tudo em um remake vive à sombra do filme original. Tudo será comparado. Tudo será analisado e então julgado se foi superior ou inferior. Talvez este tenha sido o motivo de Gus Van Sant cometer a refilmagem de Psicose. Copiar quadro a quadro, inserindo pouquíssimas idéias novas (além é laro, do elenco) para uma história clássica. 10 anos depois de lançado, quem levantar a mão e disser que Van Sant melhorou a obra de Hitchcock, pode ser fuzilado...
Neste momento em Hollywood, muitas refilmagens já estão encaminhadas. Dos três tipos. A que mais levanta suspeitas de uma catástrofe é a versão americana do neo-clássico Sul-Coreano "Oldboy", que por hora terá a direção a cargo de Steven Spielberg (o que na maioria das vezes anima) e o personagem principal interpretado por Will Smith. O que? Sim, Will Smith... Em termos de bilheteria, será a união de dois dos nomes mais lucrativos do cinema mundial. Resta saber agora se a crítica correrá ao lado do público, ou se a dobradinha renderá mais um fracasso de opiniões para Smith, que emplacou dois desastres (rentáveis) consecutivos.

E assim segue o cinemão. Vivendo de algumas pérolas novas, mas entre muita gente boa que está trabalhando hoje, ainda tem gente pensando em novas versões. Nada contra. Afinal de contas, tudo na vida é cíclico, certo?
E você, caro leitor? O que pensa dos remakes?
P.S.: Abaixo o trailer do Old Boy original (legendas em inglês).
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